Embora o nome sugira facilidade, o Simples Nacional exige atenção em certos detalhes que podem tornar esse regime tributário menos vantajoso para alguns empreendedores.

✅ Vantagens claras:
Tributos unificados no DAS: facilita o pagamento ao reunir IRPJ, CSLL, PIS/COFINS, ICMS/ISS e Contribuição Patronal referente ao INSS, em uma só guia.

Carga tributária reduzida para faturamentos menores: alíquotas iniciais podem ser atraentes para pequenas empresas.

Simplificação contábil: menos obrigações acessórias e burocracia.

⚠️ Fique atento — situações que podem pesar:
Mesmo sem lucro, a empresa paga o Simples, pois o imposto é calculado sobre o faturamento bruto.

Alíquotas aumentam conforme o faturamento: as faixas de alíquotas são progressivas e carga tributária pode se tornar alta, especialmente em serviços com margem de lucro baixa.

Limite anual de faturamento: empresas que ultrapassam R$ 4,8 milhões por ano não podem permanecer no regime do Simples e perdem os benefícios do regime.

Restrições por atividade: nem todas as áreas de atuação podem aderir ao Simples. Além disso, não é possível aproveitar créditos fiscais de ICMS ou IPI, o que pode elevar os custos operacionais em alguns setores.

🧩 Simples, mas requer planejamento
Antes de decidir, é fundamental:

Revisar o faturamento previsto e a margem de lucro do negócio.

Avaliar a compatibilidade da atividade com o regime.

Verificar se o Simples continua vantajoso conforme o crescimento do negócio.

Uma análise tributária personalizada pode indicar se vale migrar para Lucro Presumido ou Real com o tempo.

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