A partir de 2027, as empresas do Simples Nacional passarão a calcular o imposto entre dois modelos distintos para o recolhimento do IBS e da CBS. A opção será definida em setembro de 2026.
Para não restar dúvidas, dividimos o novo cenário em duas rotas possíveis:
1. O Simples Tradicional (CBS e IBS dentro do DAS)
Neste modelo, o IBS e a CBS continuam unificados dentro da guia DAS.
– Vantagens: Mantém a simplicidade operacional do dia a dia e, muito provavelmente, uma carga tributária menor.
– Desvantagens: Os créditos de IBS e CBS que os seus clientes corporativos poderão aproveitar serão limitados. Se você vende para outras empresas (B2B), isso pode reduzir o seu poder de barganha, levando em consideração que os seus clientes não são optantes pelo Simples Nacional.
2. O Sistema Híbrido (CBS e IBS fora do DAS)
Aqui, sua empresa continua no Simples Nacional para os demais tributos, mas opta por recolher o IBS e a CBS por fora do DAS, como se fosse do regime regular.
– Vantagens: Seus clientes poderão aproveitar integralmente os créditos gerados na operação. Isso torna o seu negócio muito mais competitivo no mercado B2B.
– Desvantagens: O preço da competitividade é a perda da simplicidade. A tributação tende a subir e a complexidade burocrática das obrigações fiscais será maior.
⚖️ Qual caminho seguir?
Esqueça a ideia de que o Simples é igual para todos.
A regra de ouro de 2027: A decisão não será puramente matemática (sobre quem paga menos imposto), mas sim estratégica (sobre como o seu cliente enxerga o seu produto ou serviço).
A escolha exige uma análise profunda do seu perfil de faturamento, da sua carteira de clientes e dos seus próprios créditos de fornecedores. O planejamento tributário preventivo não é mais um diferencial, é uma questão de sobrevivência.
Fale com a nossa equipe de contabilidade para traçarmos juntos o melhor cenário para o futuro do seu negócio!
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